Ansiedade na Gravidez
As mulheres são mais ansiosas que os homens? A resposta é sim!!
Muito parecido com o que acontece na depressão, as mulheres tendem a apresentar mais quadros ansiosos após a puberdade quando comparado com os homens.
Os transtornos de ansiedade podem surgir em qualquer fase de vida da mulher, inclusive durante a gravidez.
Durante a gestação, a prevalência chega a ser de 15%. , e quando associado com depressão, esse número pode passar 20%, segundo dados apresentados pelo NCBI
Quais são os tipos mais comuns de ansiedade e como reconhecê-los?
Os transtornos de ansiedade se dividem de acordo com a sua apresentação clínica.
Os tipos mais comuns são o transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e transtorno obsessivo compulsivo. E após o parto, podemos acrescentar o transtorno do estresse pós-traumático relacionado ao parto.
Por enquanto, ficaremos só com o Transtorno de Ansiedade Generalizada, também conhecida como TAG.
TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada
A prevalência na gestação varia de 8% a 10% e, na população geral, de 1,2% a 6,4%, segundo estudo publicado no NCBI.
Os sintomas são as preocupações excessivas e incontroláveis e que causam prejuízo importante.
As principais preocupações envolvem o bem estar do bebê em primeiro lugar e, depois, o seu próprio bem estar, medo que o parceiro adoeça e não consiga ajudá-la e medo de morrer.
Ficam muito preocupadas com o desenvolvimento do bebê, tendem a ter pensamentos mais catastróficos e antecipam os acontecimentos.
O cenário piora em mulheres que já tiveram abortos prévios pois o medo de ter mais um gera bastante ansiedade.
Se por um lado ficam impacientes e querem logo fazer a ultrassonografia para garantir que o bebê está bem, por outro lado tem medo do exame e descobrir alguma anormalidade.
Começam a se poupar mais por medo de abortar ou de prejudicar o bebê de alguma forma, mesmo com a orientação do obstetra que está tudo indo bem.
Se não sentem o movimento do bebê por algum tempo, já querem ir ao pronto-socorro para descartar algum perigo.
Antecipam o momento do parto, tem medo de não conseguir o parto desejado, medo de morrer ou que o próprio bebê morra. Já pensam em como ficarão os outros filhos se morrerem.
Muito preocupadas com a alimentação.
Chegam a perder o sono porque as preocupações não param e tem a sensação de estarem sempre em alerta.
É comum que a ansiedade se apresente com diversos sintomas físicos como dores de cabeça, dores de estômago, diarreia ou obstipação, dores musculares, taquicardia e falta de ar.
Para fazer o diagnóstico de transtorno de ansiedade, é fundamental que outras doenças, principalmente, as clínicas sejam excluídas.
As consequências da ansiedade no decorrer da gestação
A ansiedade durante a gravidez está associada com diversos desfechos negativos, como parto prematuro, bebê nascer com baixo peso e pequeno para a idade gestacional e circunferência cefálica menor.
Mas além das consequência físicas, qual o impacto que a ansiedade pode causar no desenvolvimento dos bebês?
Mães ansiosas tendem a ficar mais inseguras em relação aos cuidados com o bebê e com o próprio desempenho como mães, prejudicando diretamente o vínculo com a criança.
Além disso, mães ansiosas tem chance maior de desenvolver depressão tanto na gravidez quanto no pós-parto. A depressão pós-parto, por si só, já causa bastante prejuízo na maternagem e no desenvolvimento infantil. A comorbidades entre essas duas doenças chega a 50% na gestação e 75% no pós-parto.
Gestantes ansiosas produzem menos BDNF (do inglês, brain-derived neurotrophic factor) , em português, falamos fator neurotrófico derivado do cérebro.
O BDNF é uma proteína que ajuda na sobrevivência dos neurônios e na formação de mais neurônios ou neurogênese.
Com menor produção dessa proteína, o neurodesenvolvimento do feto fica prejudicado.
E também já existe uma relação estabelecida entre stress/ansiedade no desenvolvimento dos bebês, como crianças de pior temperamento.
Além da relação entre gestantes ansiosas e o maior consumo de bebidas alcóolicas.
Existe tratamento para a ansiedade durante a gravidez?
Claro que sim.
Nenhum tratamento psiquiátrico é completo se algumas medidas não forem seguidas.
Intervenções como psicoterapia, técnicas de relaxamento, mindfulness, atividade física ajudam bastante no controle dos sintomas ansiosos, e em casos leves e até moderados, por muitas vezes, são suficientes.
Mas nem sempre essas medidas sozinhas são possíveis e eficazes. Nesses casos, vale a pena considerar algum tratamento medicamentoso e isso, geralmente, fica por conta dos antidepressivos.
É importante lembrar que nenhuma decisão é isenta de risco. Tanto as medicações quanto a própria doença trazem consequências.
É fundamental a avaliação médica para que a melhor decisão seja tomada, sempre com o consentimento da gestante.
Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.
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Estou com 16 semanas ,tive ansiedade,taquicardia,falta de ar,o bebê estava muito agitado,parecia que meu corpo por dentro estava tendo um tremilique.Fiquei mais nervosa ainda.
Olá Rosiara, sou da equipe da Dra Juliana. Conversei com ela e o recomendado é que você converse com seu obstetra sobre isso, e passe por uma avaliação psiquiatra.
Olá eu já tenho ansiedade / síndrome do pânico e depressão inicial faz mais de 10 anos e quando acho que estou bem os sintomas sempre voltam , fazia acompanhamento com remédios administrados pelos médicos. E agora descobri que estou grávida. De 4 meses a gravides veio repentina e parei com tudo e os sintomas estão só piorando mal consigo comer sair dormir. E estou com muito medo. O que devo fazer .
Olá Jessica. Sou da equipe da Dra. Juliana Cavalsan. A gestação não é um periodo protetor de doenças mentais, pelo contrário. Você deve procurar ajuda de psiquiatra para conduzir o melhor tratamento para o seu caso. Obrigada.
Estou com dor no peito e falta de ar chorando muito já estou no sétimo mês de gravidez
O que fazer para controlar a crise de ansiedade?
Olá Leticia, sou da equipe da Dra. Juliana Cavalsan. Voce está melhor? Converse com o seu obstetra e peça a indicação de um médico psquiatra para avaliar o seu caso, ok?
Boa noite meu nome e Regiane tenho ansiedade tm um ano e sete mês que tomo remédio e estou grávida de 8 mês reta final tem algum perigo de pegar depressão após parto, pq hj estou pior pq estou 3 dias sem tomar o remédio então eu fico comedo
Olá Regiane, tufo bem? Sou da equipe da Dra Juliana. O periodo do perperio nao é protetor de doeças metais, pelo contrário, é o período de maior vulnerabilidade. Isso quer dizer que se você já teve ou tinha casos de depressão, ansiedade ou qualquer outro transtorno mental, existe risco de ter novos quadros. Procure um psiquiatra especializado na saude mental da mulher ou puerpério para te auxiliar.
Posso fazer uso de Valeriana durante a gestação? além dos sintomas psicológicos da crise ansiedade, estou tendo episódios de desidrose, psioríase e herpes nervosa (geralmente sai apenas dentro do nariz). Além de rigidez muscular (o que me causa dor intensa de cabeça, e no corpo). Além de episódios de tristeza muito profundos e aparentemente sem nenhum fundamento. Não consigo “desligar” minha cabeça quando vou dormir, e agora a ideia de comer me causa náuseas, mas n acho que seja da gravidez e sim da ansiedade em si (ja sentia isso antes de engravidar). Essa é minha segunda gestação e por mais que eu esteja tentando muito ter auto controle, as coisas que eu fazia antes para aliviar esses sintomas, já não funcionam mais, como: andar ao ar livre, pegar mais sol, tomar chá de camomila e tentar relaxar com banhos quentes. Nada funciona. Ta começando a me dar desespero.
A valeriana é bastante utilizada na prática médica, sobretudo, pelos obstetras mas existe um número limitado de estudos sobre a valeriana na gestação. O mais importante é o controle eficaz da ansiedade porque ela pode trazer desfechos obstétricos desfavoráveis. Em casos em que os sintomas ansiosos estão mais intensos, a valeriana pode não ser a melhor escolha.