depressão na gestaçao

Depressão na Gravidez

A depressão na gravidez costuma ser sub diagnosticada devido à dificuldade dos profissionais em notar as diferenças entre os sentimentos fisiológicos durante a gestação dos patológicos.

Além disso, há o mito da realização pessoal que toda mulher tem durante a gravidez, que seria uma fase de plenitude e felicidade.

A nomenclatura atual é depressão perinatal pois engloba tanto o período gestacional quanto o pós-parto.

Depressão Perinatal

Engloba a depressão do período gestacional quanto a do pós-parto.

Segue os mesmos critérios diagnósticos para depressão em outra fase da vida. No entanto, tem algumas peculiaridades, como sentimentos negativos em relação ao marido, culpa e preocupações envolvendo o bebê, sentimentos de incapacidade em relação à maternidade e medo de não conseguir cuidar dos outros filhos.

A prevalência é de 15%, chega a 20% em adolescentes. Durante a gestação, a prevalência é de 7% no 1º trimestre, e 12% no 2º e 3º trimestre. Cerca de 50% dos casos de depressão pós-parto começou na gestação. (J Pediatr Health Care. 2012 Mar;26(2):109-17, Arch Womens Ment Health (2017) 20:547–559 , Arch Womens Ment Health. 2015 Feb;18(1):41-60)

Trata-se da principal complicação obstétrica, e a principal causa de morte materna é o suicídio.

 

É considerado fatores de risco para a depressão na gestação:

• História pessoal de depressão (principal fator de risco)

• Gravidez não planejada/desejada/aceita

• Pouco suporte social

• Menor nível educacional

• Exposição a estressores

• Desempregadas

• Vítimas de violência do parceiro e história de abuso sexual

depressão na gravidez

E as principais consequências são:

• Pré natal de pior qualidade

• Maior abuso de substâncias na gravidez

• DEPRESSÃO PÓS-PARTO (principal consequência)

• Depressão paterna

• Prematuridade

• Baixo peso ao nascer

• Menor Apgar (avaliação, feita pelo neonatologista, sobre as condições do nascimento do bebê)

• Menor taxa de amamentação

• Pior interação mãe-bebê

• Pior temperamento do bebê

• Maior chance de transtornos mentais nas crianças e pior desempenho escolar

• Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê (pode citar o mesmo link sobre a tabela do desenvolvimento que tem no texto sobre o uso de antidepressivo na gestação)

• Alterações comportamentais: crianças mais irritadas, agitadas, agressivas…

Nenhum dos mecanismos patofisiológicos está bem estabelecido ainda, pouco se sabe como os sistemas de neurotransmissores age no desenvolvimento da maternagem. Acredita-se que o principal neurotransmissor seja a dopamina. Há mais estudos sobre a noradrenalina e gaba, e poucos estudos sobre a serotonina. 

Como toda doença psiquiátrica, é necessária a investigação clínica. Os principais diagnósticos diferenciais são: anemia, alteração tireoideana, deficiência de Vitamina B12/ Vitamina D/ Ácido fólico, uso de substâncias.

Em relação a outras doenças psiquiátricas, é absolutamente necessário investigar transtorno afetivo bipolar.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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