TDPM

Como funciona o ciclo menstrual e a relação com o TDPM - transtorno disfórico pré-menstrual?

O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é bem diferente da tensão pré-menstrual (TPM), como já vimos aqui nesse Post

Costuma aparecer no final dos 20 anos e o pico é entre 30 e 39 anos. E acomete cerca de 5% das mulheres.

Aparece cerca de 7 a 10 dias antes da menstruação e a principal característica é melhora imediata dos sintomas na menstruação, normalmente, no 1º dia.

Os sintomas são na esfera física, afetiva e cognitiva e muito semelhantes ao que acontece na TPM, mas numa intensidade muito maior.

Os Sintomas afetivos da TDPM costumam ser:

· Labilidade do humor;

· Irritabilidade, raiva, sensação de estar à flor da pele;

· Humor deprimido, baixa auto-estima;

· Ansiedade e tensão, sensação de estar no limites;

E os sintomas cognitivos, que são aqueles relativos ao processo mental de percepção, memória e raciocínio são:

· Dificuldade de concentração;

· Letargia, baixa energia;

· Alteração do apetite: aumento do apetite, food cravings;

· Alteração do sono: insônia ou hipersonia;

E por fim, os sintomas físicos mais comuns da TDPM são:

 · Dor nas mamas;

· Edema;

· Enxaqueca;

· Dor muscular.

TDPM

Para entender a doença TDPM é fundamental entendermos o ciclo menstrual.

ciclo menstrual

O estrógeno e a progesterona são hormônios liberados pelos ovários. Após a ovulação, começa a fase lútea onde há aumento da progesterona e diminuição do estrógeno. A fase lútea termina com a menstruação e o ciclo recomeça com a fase folicular até a ovulação novamente.

A progesterona possui efeito “calmante” no cérebro porque atua no sistema gabaérgico. O neurotransmissor GABA é o mais inibitório do sistema nervoso central.

O estrógeno se relaciona com diversos neurotransmissores que estão relacionados com o humor, apetite, sono e cognição. O estrógeno seria um antidepressivo “natural”.

Os níveis de progesterona estão diminuídos na fase lútea e, por isso, não consegue conferir o efeito calmante como o esperado.

Há alterações nas estruturas cerebrais em mulheres acometidas pelo TDPM, principalmente em amidala (região relacionada com as emoções) e córtex pré-frontal (relacionado com os processos cognitivos).

Existe uma relação entre o TDPM e o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), nesse caso, as mulheres com TDPM têm chance maior de ter TEPT por serem mais reativas aos estresse.

Além disso, há uma grande associação entre o TDPM e as respostas inflamatórias. Aumento dos marcadores inflamatórios está relacionado com as doenças crônicas, incluindo depressão.

Tem o fator genético também, ou seja, se há outras pessoas na família com TDPM, a chance é maior de ter também. A herdabilidade da doença é de 30% a 80%.

Post baseado no artigo  do NCBI.

 

O importante saber que existem tratamentos muito efetivos para o TDPM e isso melhora muito a qualidade de vida das mulheres.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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O Ciclo Menstrual e a relação com o TDPM – Transtorno Disfórico Pré-Menstrual

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