Ciclo de vida da mulher – Parte 2: A Maternidade

Continuando a viagem sobre o ciclo de vida da mulher, chegamos no momento da maternidade.

Momento único que gera grande expectativa em qualquer mulher.

 

Muitas já experimentam uma alegria muito grande assim que descobrem a gravidez, mas não é incomum sentimentos ambíguos.

O medo de desconhecido, do que está por vir.

A progesterona e o estrógeno aumentam de maneira brutal, em nenhuma outra época da vida, os hormônios chegarão a esse nível.

Diversas modificações físicas, aumento do peso, inchaço, enjôos, muita sede e sono.

E como fica o psíquico?

O primeiro trimestre é marcado pela ambivalência. Sensação de querer e não querer ao mesmo tempo a gestação, medo de abortar e de malformações.

Mesmo em gestações planejadas, essa ambivalência pode acontecer e isso não significa ingratidão e desprezo pelo bebê.

A romantização da gravidez e o mito do amor materno não são amigos nessa hora. Muitas mulheres ficam inibidas em falar o que sentem pelo medo do julgamento.

Todas as decisões importantes na vida são, muitas vezes, marcadas pela incerteza, como casamento, escolha da profissão, mudança de emprego. Estranho se esse sentimento não aparecesse durante a gestação, pois não há nada mais importante e definitivo do que ser mãe.

O segundo trimestre é o período mais tranquilo do ponto de vista psíquico e físico também.

As mulheres começam a sentir os primeiros movimentos fetais e isso concretiza a gravidez; o sentimento de estar realmente grávida surge.

A barriga não atrapalha ainda e tudo fica mais fácil.

No terceiro trimestre, o medo do parto e do pós-parto emerge.

Como será o parto? Vou conseguir o parto desejado? O bebê nascerá bem? Tenho risco de morte? Vou conseguir amamentar? Saberei cuidar?

O Pós-Parto...

O pós-parto é bastante difícil e a necessidade de ajuda é quase unânime. A privação do sono é terrível e é difícil estabelecer a amamentação no início. Começa a preocupação com o ganho de peso do bebê.

Nos primeiros dias, o blues puerperal acomete 85% das mulheres. Vem a tristeza, o choro fácil, o arrependimento e vontade de ter a vida de volta.

Isso não caracteriza doença. São sintomas compatíveis com a queda hormonal e com a adaptação à nova realidade.

Durante todo o período perinatal (gestação e puerpério), a memória vai embora, a desatenção aparece, o pensamento fica mais lento.

Existem diversas alterações neurofisiológicas na gravidez, na estrutura cerebral, como no córtex cerebral. No entanto, outras áreas ficam ativadas, como as sensoriais, melhora olfato, audição, paladar.

Como fica as doenças psiquiátricas nesses períodos?

A gravidez não protege das doenças psíquicas e, muito menos, o pós-parto. 

Na verdade, ambos aumentam a chance de adoecimento, sobretudo a depressão, como você pode ler nesse post.

Momentos transformadores como a maternidade exigem flexibilidade e respeito consigo mesmo.

mulher deprimida

Se permita errar, peça ajuda e lembre-se que a maternidade pode ser mais leve se houver um bom suporte social, diminuição da privação de sono e ausência de depressão e ansiedade. A Maternidade em Tempos Modernos não é tão fácil – leia aqui o artigo sobre isso.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

Qualquer dúvida, procure seu médico. 

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Ciclo de Vida da Mulher Parte 2

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