Genética é fator de risco para doença mental no pós-parto
A principal doença mental no pós-parto é a depressão que, no Brasil, chega a atingir 25% das mulheres.
O principal e mais importante fator de risco para a presença de qualquer doença mental no puerpério é o histórico pessoal, ou seja, mulheres que já tiveram algum episódio de qualquer transtorno no passado tem uma chance maior de ter novamente no pós-parto.
No entanto, a presença de doenças mentais em familiares de primeiro grau também exerce influência.
Um estudo publicado por Bauer et al em 2018 pesquisou se a presença de doença mental na família aumentaria a chance de adoecimento mental nas mulheres no pós-parto e se a influência muda de acordo do gênero do familiar afetado.
O resultado mostrou que a presença de familiar de primeiro grau que sofre de algum transtorno mental é o principal fator de risco para mulheres que não tem antecedente pessoal de doença mental.
Se a mulher tem pai, mãe, irmão, irmã ou filho com algum tipo de doença mental, a chance de ter algum transtorno no pós-parto é 1,5 vezes maior na comparação com mulheres que não tem antecedente familiar.
Se a mulher tem pai, mãe, irmão, irmã ou filho com transtorno afetivo bipolar, a chance de ter algum transtorno no pós-parto é 3 vezes maior na comparação com mulheres que não tem antecedente familiar.
Esse estudo mostrou que tanto a presença de transtorno em mulheres quanto em homens na família é um fator de risco importante para as mulheres.
Por isso que é absolutamente fundamental investigar a presença de transtorno mental não só nas mulheres, mas também em sua família.
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