Dá para tratar Depressão Perinatal?
A depressão na gravidez e no puerpério é conhecida como depressão perinatal, e ela traz diversas consequências negativas para mãe e para o bebê.
Durante a gravidez, há chance maior de aborto, parto prematuro e o bebê nascer com baixo peso. Leia sobre o que já falamos sobre a depressão na Gestação, clicando aqui. E no pós-parto, maior dificuldade com a amamentação e pior vínculo com o bebê, além do prejuízo no desenvolvimento infantil.
Sempre vale a pena tratar a depressão perinatal.
Mas como?
Isso depende da gravidade dos sintomas depressivos.
Podemos classificar a depressão como leve, moderada ou grave. Os critérios para classificar a depressão são as intensidades dos sintomas e o prejuízo que isso causa para a pessoa.
Em casos leves a moderados, o tratamento recomendado é a psicoterapia e mudanças no estilo de vida.
De acordo com o Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, mudanças do estilo de vida são alimentação balanceada, prática de atividades físicas, cuidados no pré-natal, suporte social, sono de qualidade, não consumir drogas e manejo do estresse.
Quando os sintomas depressivos permanecem mesmo após seguir essas medidas ou quando não é possível o acesso à psicoterapia e à mudança no estilo de vida, o tratamento com medicamento é o recomendado.
Já para os casos graves, além da psicoterapia e mudança no estilo de vida, o tratamento medicamentoso já precisa ser iniciado assim que detectada a depressão.
Na grande maioria dos casos, o tratamento medicamentoso consiste no uso de anti-depressivos.
A escolha só pode ser feita após avaliação psiquiátrica, nunca se auto-medique.
Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.
Clique aqui caso deseje marcar uma consulta.