mae com toc - transtorno obsessivo compulsivo

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) no Pós-Parto

O pós-parto é cheio de desafios, não é mesmo? E às vezes nossos pensamentos dificultam ainda mais. Isso acontece com quem tem transtorno obsessivo-compulsivo, mais conhecido, como TOC.

O TOC pode iniciar o no pós-parto, quero dizer, a mulher pode nunca ter apresentado qualquer sintoma no passado, e passa a ter no puerpério.

E o que é TOC, afinal?

Essa doença é caracterizada por sintomas obsessivos e compulsivos, como o próprio nome diz.

No puerpério, os sintomas são muito relacionados com o bebê.

Sintomas obsessivos são pensamentos intrusivos, ou seja, “entram” na cabeça, sem controle nenhum. São pensamentos que não fazem sentido e a pessoa reconhece isso.

toc mae e filho maternidade

Os pensamentos mais comuns, nessa fase, são medo de causar algum mal à criança. 

Com frequência, surge quando a mãe dá banho na criança e vem o pensamento “será que vou deixar afogar?”, ou durante a amamentação, “será que vou sufocá-la no peito”, ou em outros momentos, “será que vou deixar cair?”, “será que vai ficar doente?”.

 

Esses pensamentos são conhecidos como obsessões e geram muita angústia porque a mãe reconhece que não faz sentido nenhum e que isso não acontecerá de forma alguma.

Por causa de toda aflição que esses pensamentos causam, algumas mães ficam inseguras e começam solicitar a presença de familiares pelo medo que sentem. Em alguns casos, as mães se recusam a dar banho nos bebês, param de amamentar, não ficam sozinhas com as crianças.

É comum o ritual de checagem, verificam constantemente se o bebê está respirando, dão diversos banhos por dia, mesmo sem necessidade real, medem a temperatura corporal a todo instante, fazem limpeza no ambiente de maneira exagerada.

Esses comportamentos evitativos e de checagem são chamados de compulsões.

Nem sempre um vem acompanhado do outro, quero dizer, a pessoa pode ter só as obsessões e não ter as compulsões e vice-versa. Ou quando tem os dois sintomas eles não precisam ser de igual intensidade, um pode se sobressair ao outro.

Grande parte das mulheres que apresentam o TOC não falam sobre o assunto por vergonha e medo de serem julgadas como péssimas mães e, porventura, terem seus bebês separados delas.

Neste transtorno, não há necessidade alguma de separar o bebê da mãe, muito pelo contrário, essa atitude só piora o quadro, e reforça para a mãe que ela é incapaz de cuidar da criança, o que não é verdade.

Essa doença atinge cerca de 11% das mães, e metade delas mantém o quadro mesmo 6 meses após o nascimento do filho.

toc mamae e filho

Ainda não existe uma causa bem estabelecida que explique a doença. Os fatores são diversos como histórico de ansiedade, TOC e depressão, personalidade anancástica (trata-se de pessoas mais rígidas, exigentes, pouco flexíveis, geralmente, conhecidas como “sistemáticas”), falta de ajuda no pós-parto, ser mãe de primeira viagem e a própria alteração hormonal já esperada no pós-parto e abortos de repetição.

As consequências do TOC são insegurança nos cuidados como bebê, prejudicando a interação com o filho e o vínculo mãe-bebê, conflitos interpessoais, e a principal comorbidade é a depressão, o que torna o quadro mais grave e de tratamento mais difícil

A gravidez e o pós-parto é o período da vida em que temos menos controle. Isso já é difícil para a maioria das mães, mas piora ainda mais para as mães com TOC.

Existe tratamento para essa condição. Manter-se assim só piora o vínculo mãe-bebê, aumenta a chance de depressão e adoecimento psíquico.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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TOC no Pós-Parto

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