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Por que o tratamento psiquiátrico é tão longo?

Essa é uma das perguntas que mais no escuto no consultório.

Ninguém vai ao psiquiatra porque está bem. É preciso um sofrimento emocional muito grande para as pessoas procurarem ajuda psiquiátrica e encarar o tratamento que nem sempre é fácil.

Como qualquer pessoa com dor física, quem tem a dor emocional intensa quer uma melhora imediata, não aguenta esperar, e com razão.

E por que então o tratamento, muitas vezes, demora para surtir efeito e depois que o paciente está estável a recomendação é de mantê-lo por mais alguns meses e, em alguns casos, anos?

Não sabemos qual é a melhor medicação e a dose ideal para cada pessoa já no início do tratamento.

Diferente de um tratamento com antibiótico para alguma infecção em que sabemos qual é o antibiótico mais adequado, na dose e no tempo certo para ser tomado, na psiquiatria, a resposta às medicações psiquiátricas é muito individual e por isso nem sempre o remédio que fez efeito para um fará o mesmo efeito para outro.

Por vezes dose baixa já suficiente, mas às vezes a pessoa tem benefício com doses maiores.

O tratamento psiquiátrico exige tempo epaciência.

As decisões de manter o remédio e a dose a ser utilizada só podem ser feitas durante o acompanhamento médico. Isso exige tempo e paciência.

Por vezes se leva alguns meses para realmente atingir a remissão dos sintomas.

Normalmente a melhora é gradual, ou seja, aos poucos os sintomas ficam mais amenos, mas demoram ainda algum tempo para deixar de existir.

E depois que atingimos a tão sonhada remissão, a recomendação é de manter a medicação ou medicações (às vezes precisamos de mais de uma medicação para o tratamento ser efetivo) na mesma dose por meses ou anos. Essa é a fase de manutenção do tratamento e é super importante que seja feita para que o risco de recaídas diminua.

Grande parte das doenças psiquiátricas tem chance de cronificar e, quando isso acontece, nosso pensamento deve ser o mesmo que temos para outras doenças crônicas como pressão alta, diabetes e hipotireoidismo. Mantemos a medicação porque sem ela a doença desestabiliza e os sintomas aparecem gerando uma série de consequências negativas para o paciente.

Parar a medicação de forma abrupta e sem a orientação médica facilita e muito o risco de descompensação da doença e recaídas. Não significa que a medicação gere dependência, é a própria característica crônica da doença que justifica o uso de medicações de maneira contínua.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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Por que o tratamento psiquiátrico é tão longo

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