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Minha escolha pela Saúde Mental da Mulher

Como qualquer estudante de medicina, nos últimos anos da faculdade, passei pelo ciclo da ginecologia e obstetrícia onde acompanhava a rotina dos cuidados e dos atendimentos às mulheres. Na maternidade, tive contato muito próximo com as questões relacionadas a gestação e o pós-parto e não só do ponto de vista físico.

Durante os plantões acompanhava as mulheres em trabalho de parto e pude perceber todos os sentimentos envolvidos nesse momento.

Vi de tudo. Mulheres muito assustadas com o parto e com a dor, mulheres apreensivas com o desfecho, mulheres muito felizes e vivendo com leveza o trabalho de parto. Mulheres tristes porque não tiveram o parto desejado.

A maioria das mães emocionadas no momento do nascimento do bebê, mas mães indiferentes também.

Havia muito luto após abortos e perda de bebês ou pela morte das mães.

Famílias comemorando, famílias revoltadas.

Depois do parto, passava pela enfermaria para ver a evolução delas e dos bebês e, no pós-parto imediato, os sentimentos se misturavam.

Claramente a ambivalência afetiva estava escancarada nas mães, misto de felicidade e medo, alegria e arrependimento e desafios com a amamentação.

Me decepcionei por ver a saúde mental tão negligenciada.

Cheguei a considerar a residência de ginecologia e obstetrícia mas não gostava da rotina de plantões e não me encantava os cuidados pela saúde física das gestantes e puérperas.

Optei pela psiquiatria por me identificar muito com a saúde mental e foi durante a residência que tive a certeza absoluta que deveria seguir meus estudos na saúde mental da mulher.

Segui acompanhando os atendimentos nessa área no Programa de saúde mental da mulher, no instituto de psiquiatria da USP, sob comando do Dr Joel Rennó e foi lá que mergulhei de cabeça nesse tema. Foram quase 5 anos de participação nesse grupo, interrompidos por cerca de 1,5 ano, quando minha filha nasceu. Agradeço ao Dr Joel por essa chance de me desligar temporariamente do ambulatório para cuidar da minha bebê.

O Sentir Materno nasceu com a missão de cuidar da saúde mental das mães e consequentemente garantir uma infância mais saudável para as crianças. Pra mim, o trabalho com a mães é também prevenção para a saúde mental dos filhos.

Sou muito feliz com a minha escolha.

 

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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Minha escolha pela Saúde Mental da Mulher

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