Transtorno do pânico na Gravidez e Pós-parto
O período perinatal não é período protetor para nenhuma doença mental e nisso também está incluído o transtorno do pânico.
Primeiro, o que é transtorno de pânico?
O ataque de pânico é uma sensação inesperado de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e dura cerca de 5 a 10 min e vem acompanhado de muitos sintomas físicos como taquicardia, falta de ar, tremores, formigamentos e sensação de que irá morrer.
Se caracteriza transtorno de pânico quando os ataques são recorrentes.
Muitas pessoas passam a ter comportamentos evitativos para não ter uma crise, por exemplo, se a crise te deu na fila do mercado, a pessoa deixa de frequentar mercados e pode extrapolar para qualquer lugar em que seja possível algum tipo de aglomeração. Em casos graves, a pessoa deixa de sair de casa.
É especialmente no puerpério que o transtorno do pânico tende a piorar, sobretudo entre a 2ª e 8ª semana do pós-parto mas pode aparecer em qualquer período do pós-parto (consideramos pós-parto o 1º ano de vida do bebê). Fonte Pubmed.
Os principais fatores de risco são privação de sono, problemas conjugais e financeiros, e sobretudo, a falta de suporte social.
Mulheres que têm suporte, que contam com o marido, familiares e babás para cuidar do bebê e delas próprias tem chance bem reduzida de apresentar o transtorno de pânico.
Nada é mais importante para a mãe o suporte social!
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