Qual o tratamento para o TDPM - transtorno disfórico pré-menstrual?
O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é considerado doença desde 2013. O tratamento é fundamental para melhora da qualidade de vida das mulheres, pois o que marca esse transtorno é o grau de prejuízo que a mulher tem na sua vida.
De acordo com o colégio americano de ginecologia e obstetrícia, o uso de antidepressivos é o tratamento de 1ª linha para o transtorno disfórico pré menstrual.
Na prática, todos os antidepressivos são efetivos. Normalmente já funcionam em doses baixas e costuma ter resposta muito rápida (já no primeiro ciclo).
Cerca de 60 a 90% das mulheres respondem a esse tratamento .
Pode-se usar de forma contínua, ou seja, usar diariamente ou de forma intermitente tomando alguns dias antes da menstruação.
Infelizmente, a maioria das mulheres voltam a ter sintomas quando param o tratamento, a piora já aparece entre o 1º e 2º ciclo menstrual.
Esse tratamento para o transtorno disfórico pré-menstrual costuma ser mais eficaz quando é usado por mais de 6 meses.
O uso de anticoncepcionais orais (ACO) é bem eficaz também, sobretudo quando o estradiol está associado com a drosperinona.
Antes da introdução de qualquer tratamento é fundamental avaliar a preferência da paciente, a gravidade da doença e a tolerabilidade da medicação. Porém, nem todas as pacientes podem usar ACO ou antidepressivo.
O tratamento para o transtorno disfórico pré-menstrual é muito individual.
Mudanças do estilo de vida também são bastante eficazes e consistem em eliminar cafeína, açúcar, alimentos ricos em sódio, bebidas alcóolicas, tabagismo e praticar atividades físicas.
Existem suplementos nutracêuticos que ajudam a combater os sintomas, sobretudo os físicos, como cálcio, vitamina B6, magnésio e vitamina E.
Não se esqueça que as medicações tidas como naturais também apresentam efeitos colaterais e não inócuas ao organismo. Por isso, nunca se automedique.
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