Maconha na gravidez: É seguro?
O uso de maconha está crescendo nos últimos anos, sobretudo, em mulheres de 18 a 25 anos, inclusive entre mulheres grávidas.
Um estudo conduzido nos EUA revelou que a prevalência em 2002 era 2,37% e em 2014 passou para 3,85%. E se perguntamos às mulheres se elas usaram maconha no último mês, a prevalência chega à 7,47% em 2014.
Com a discussão sobre a legalização da maconha e com o aumento de países que aderiram à legalização, as pessoas passaram a ser mais permissivas com a substância. Além disso, o uso da cannabis medicinal para tratamento de doenças como depressão e ansiedade fez com que gestantes optassem em continuar fumando maconha a usarem tratamentos medicamentosos.
A parte da cannabis que tem o efeito psicoativo, ou seja, que causa os efeitos conhecidos como “brisa”, “a viagem” é o THC (tetrahidrocanabinol) é depositado no tecido gorduroso e lentamente metabolizado e eliminado, ou seja, o THC dura bastante tempo no organismo, segundo estudo publicado.
O THC passa pela placenta e atinge o bebê.
Por levar bastante tempo para ser eliminado, é possível encontrar THC no bebê após o seu nascimento.
O uso de maconha na gravidez aumento o risco de:
- Aborto
- Gravidez ectópica: o embrião não chega até o útero o que torna a gestação inviável.
- Mal formações sobretudo defeito no tubo neural
- Crescimento fetal restrito
- Baixo peso ao nascer
- Crescimento fetal restrito
- Desenvolvimento cerebral alterado que afetará áreas cerebrais relacionadas com a memória, com o aprendizado e com as emoções
Todas as gestantes devem ser aconselhadas a parar com o uso da maconha.
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