ansiedade

Como a ansiedade materna afeta o desenvolvimento das crianças?

A gravidez é um estado que, por si só, gera alguma ansiedade. São comuns preocupações com a saúde e o desenvolvimento do bebê, com o parto, como será depois do nascimento e o que será da vida após tantas mudanças.

Para algumas mulheres, a ansiedade deixa de ser normal e vira patológica.

 

As preocupações são excessivas, sofrem por antecedência, ficam impacientes, tendem a procrastinar, é comum alguns sintomas depressivos como choro fácil e o sono fica comprometido.A

prevalência da ansiedade no período perinatal, que engloba a gravidez e o puerpério, varia de 1,6% a 24%.

E como isso pode afetar o desenvolvimento do feto e do bebê?

Gestantes ansiosas apresentam alterações no eixo HPA (eixo hipotálamo-pituitária-adrenal). Uma das funções desse eixo é regular nosso estado de estresse agudo. Pessoas que sofrem estresse crônico, como a ansiedade, esse eixo está desregulado, ou seja, tende a “funcionar menos” e os níveis de cortisol (conhecido como hormônio do estresse) fica aumentado.

Durante a gravidez, a placenta produz uma enzima 11 beta hidroxidesidrogenase tipo 2 que impede que altos níveis de corticóides cheguem ao feto, funciona como uma barreira protetora. A ansiedade na gestação diminui a ação dessa enzima e o feto fica mais exposto aos glicocorticóides que em quantidades aumentadas prejudicam o desenvolvimento cerebral.

Um estudo realizado na Noruega, acompanhou crianças até 2 anos de idade e mostrou que crianças de mães ansiosas têm 2,5 vezes mais prejuízo no desenvolvimento sócio-emocional que inclui a capacidade de responder adequadamente aos estímulos ambientais, aceitar regras, autonomia, empatia e interação social. 

Mães ansiosas (e os pais também) tem menor capacidade de avaliar e responder às necessidades emocionais das crianças.

Muitas vezes a ansiedade perinatal é subdiagnosticada mas sua prevalência não é baixa e a co-morbidade com a depressão é bem importante e isso torna o quadro mais grave ainda.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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