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Puérpera: como você está se sentindo?

Como é difícil colocar em palavras o que se sente nesse momento. É uma mistura de angústia, alegria, perda de identidade, vontade de desaparecer, cansaço, orgulho, sonho, felicidade, amor.

Como é bom ter um bebê no colo e como é cansativo também.

E mais difícil ainda é se separar emocionalmente do bebê, na verdade, é impossível. O nome disso é fusão emocional.

Mãe e bebê estão unidos pelo mesmo campo emocional. As mães sentem todas as sensações do bebê e vice-versa.

Como é difícil ver o filho chorar, a reação instintiva é socorrê-lo o quanto antes. Os seios já se enchem de leite um pouco antes do bebê acordar e mamar. É comum o incômodo com a presença de muitas pessoas e os barulhos que elas causam.

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Os bebês, por sua vez, tendem a dormir menos e ficam mais agitados quando a mãe está mais ansiosa.

Impossível separar um do outro.

De acordo com Laura Gutman, em seu livro Mulheres visíveis, mães invisíveis, “ser mãe é se deixar inundar pela loucura de compartilhar um mesmo território emocional com a criança”.

Essa fusão é absolutamente necessária para o desenvolvimento saudável da criança. O bebê precisa que suas necessidades físicas e emocionais sejam atendidas.

O bem-estar do bebê vai além da fralda trocada e da alimentação garantida, ele também precisa de cuidados afetivos.

Em boas condições, o bebê consegue se desenvolver e suportar as novas sensações e desafios que se apresentam com mais tranquilidade. Antes de se desenvolver e virar autônomo, a criança precisa estar envolvida com a mãe.

E para as mães a fusão emocional também traz benefícios.

É um grande e valioso momento em que as mães vão em rumo ao autoconhecimento. As memórias da infância surgem, situações como abandono emocional ou físicos e perdas afetivas são trazidas à tona.

Isso traz angústia, medo, raiva, mas nos permiti ir à fundo nas emoções e significados que damos à maternidade e à vida.

Todo momento de crescimento é acompanhado também de dor.

Esse Blog é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico. 

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